A História da Eternidade é um daqueles filmes que tocam a alma. Um filme do cineasta pernambucano de Camilo Cavalcante ambientado em um minúsculo vilarejo no árido sertão, onde a única "atração" é um bar e uma igreja (os únicos lugares que possuem energia elétrica também). É lá que se passa e se misturam a história de três mulheres: Afonsina (Debora Ingrid), uma moça cujo maior sonho é conhecer o mar; Querência (Marcélia Cartaxo), uma mulher de luto pela perda do filho, cortejada por um sanfoneiro cego; e Das Dores (Zezita Matos), uma senhora que vive sozinha, cuja vida é alterada pela chegada do neto. O personagem Irandhir Santos (em memorável atuação, diga-se de passagem), Joãozinho, um incompreendido artista epilético que consegue se "libertar" dentro desse contexto de dureza e falta de perspectiva, é responsável pela mais bela cena do filme, onde dança ao som da música Fala de Secos e Molhados. É de arrepiar!!!!
Não poderia deixar de citar também a grande interpretação de Claudio Jaborandy, excelente no papel de Nataniel, um rude pai de família que trabalha para sustentar os filhos. A história da Eternidade É um filme que encanta. Não poderia ter sido mais feliz a chamada que acompanha o título do filme: "o desejo liberta o que o destino aprisiona". Como li em algum lugar, é a poesia em forma de cena...
Não poderia deixar de citar também a grande interpretação de Claudio Jaborandy, excelente no papel de Nataniel, um rude pai de família que trabalha para sustentar os filhos. A história da Eternidade É um filme que encanta. Não poderia ter sido mais feliz a chamada que acompanha o título do filme: "o desejo liberta o que o destino aprisiona". Como li em algum lugar, é a poesia em forma de cena...